Conheça um pouco mais a história de Aguaí, a relação da cidade com a ferrovia e relatos de moradores
“HMMM! Estão sentindo esse cheiro de fruta fresquinha? Cheguem mais perto pessoal, como vocês estão? Sou vendedora de frutas e todo dia estou aqui na estação de Aguaí esperando o próximo trem chegar. Ele vem cheio de gente de todo lado! Aqui, eu e outras mulheres vendemos frutas deliciosas, plantadas em nossos quintais com muito cuidado e carinho. Encho meu cesto e, quando o trem passa, as entrego pela janela, já os que ficam, podem ir à minha banquinha e escolher sua fruta favorita.
Tenho de tudo um pouco, as mais saborosas frutas da estação: goiaba, jabuticaba, laranja, mexerica, morango ou caju. É só escolher!”
Conheça as outras estações que integram a linha do Ramal de Caldas
Estação Engenheiro Mendes. Autoria desconhecida. Século 20. Arquivo pessoal de Luiz Carlos Sorencen
ESTAÇÃO DE CASCAVEL. Álbum da Mogiana, década de 10. Arquivo do Museu da Cia Paulista, disponibilizado online por site Estações Ferroviárias.
Estação de São João da Boa Vista. Autoria desconhecida. 1910. Foto do álbum da Mogiana, Museu da Cia. Paulista, Jundiaí.
Estação de Bairro Alegre. Antônio Carlos Belviso, 1986. Acervo do site Estações Ferroviárias do Brasil.
Estação de Águas da Prata. Autoria desconhecida. 1970. Acervo Ralph M. Giesbrecht.
Estação de Cascata, durante a Revolução constitucionalista. Autoria desconhecida. 1932. Acervo do grupo do Facebook Museu Ferroviário Virtual do Ramal de Caldas.
Estação de Bauxita. Autoria de Vanderley Zago, 1990. Acervo do site Estações Ferroviárias do Brasil.
Estação de Poços de Caldas. Álbum da Mogiana, Museu da CP, Jundiaí. 1910. Acervo do site Estações Ferroviárias do Brasil.
Estação de Mato Seco. Autoria desconhecida. Década de 90. Arquivo pessoal de Luiz Carlos Sorensen.
Estação de Casa Branca. Autoria desconhecida. 1910. Fotografia do álbum da Companhia Mogiana.
Estação de Mogi-Guaçu. Autoria desconhecida. 1910. Foto do Álbum da Mogiana.
Estação de Mogi-Mirim. Autoria desconhecida. 1910. Fotografia do álbum da Cia Mogiana
Estação de Lagoa. Autoria desconhecida, 1910. Fotografia do álbum da Mogiana.
Estação de Vargem Grande. Autoria desconhecida, 1910. Fotografia do álbum da Mogiana
De Cascavel para Aguaí
Em 4 de agosto de 1898, pela Lei Estadual nº 584, o povoado de Cascavel foi elevado à categoria de distrito de paz, subordinado à cidade de São João da Boa Vista, e assim permaneceu até o ano de 1943, quando se transformou em um município autônomo. Entretanto, na época, havia um decreto do presidente Getúlio Vargas proibindo a inauguração de novas cidades com nomes já existentes. Por isso, foi realizado um plebiscito para a escolha de um novo nome. Entre os candidatos estavam Toripá, Teçaindá e Aguaí. Esse último ganhou pela facilidade da pronúncia e pela similaridade ao antigo nome, que em tupi significa “guizo de cascavel”. Assim, no dia 1 de janeiro de 1944, foi criado o município de Aguaí.
PLEBISCITO PARA A ESCOLHA DO NOVO NOME DO MUNICÍPIO. Autoria desconhecida, 1943. Arquivo do site da Prefeitura de Aguaí.
INSTALA-SE AMANHÃ, 1 DE JANEIRO, O MUNICÍPIO DE AGUAÍ (EX CASCAVEL). Jornal O Município, 1944. Arquivo disponibilizado no site da Prefeitura de Aguaí.
A estação e o pátio ferroviário
Relatos de moradores sobre a rotina na estação ferroviária.
“Vivi a maior parte da minha vida próximo à ferrovia. Na infância, nossa vida era regulada pelo passar dos trens: hora do almoço, a visita que chegava na estação, o trem noturno. Hoje a gente nem se assusta mais quando o trem apita, mesmo o barulho sendo alto. Mas quem não está acostumado, leva um susto. Na adolescência, nossa escola ficava bem em frente à estação e, na hora do recreio, todo mundo se pendurava no muro para ver os passageiros quando o trem parava, rolava até umas paqueras à distância.”
Arlene Padrão, escritora e moradora da cidade
“Na estação, tinha uma sala grande onde você comprava passagem. E ao lado tinha o Expedito, já até faleceu, era o telegrafista. E tinha um monte de homem, mas não sei o que faziam. Até carta, como eu falei, chegava pelo trem. Tinha bastante funcionário. Tinha também uma escada, quem vinha de uma cidade mais longe, para trabalhar, tinha o dormitório em cima. A gente colocava o banco na calçada para ver a locomotiva, que eu chamava de Estrelinha (maria-fumaça), pois queimava a roupa até.”
Ângela Pezuto, contadora aposentada e moradora da cidade
“Eu lembro que meu pai gostava muito de andar de trem. Eu sei que ele não ficava parado sentadinho dentro do vagão, ficava andando, lá e cá. Eu me lembro também dos restaurantes, dos garçons passando com as geleias, refrigerantes, biscoitos, frutas…maçã…”
Dulce Martins, familiar de ferroviário e moradora da cidade
“No Pátio, tinha aquela primeira travessia ali que tocava um sino. E tinha uma pessoa que ficava lá de guarda. E só tinha aquela passarela ali, não tinha outra. Então, quando o trem fosse sair, ele batia o sino e baixava a cancela. Nenhum outro atravessava.”
Argeu Roque, trabalhador aposentado
“E ali naquele lugar tinha um sino — aquele sino era histórico, não podia ter desaparecido — à noite, o guarda-noturno o tocava de hora em hora, era um relógio. A gente tinha um fogo de bater aquele sino. Às vezes batia e saía correndo; os mais baixinhos não alcançavam, a gente erguia um para pegar a cordinha, outro ficava na rua olhando, para ver se estava livre, sempre tinha um funcionário circulando… era um som que ecoava longe.”
Luiz Carlos Sorencen Martucci, professor aposentado e morador da cidade
“A minha relação com a ferrovia é de muito carinho. Uma coisa assim como se fosse uma parente minha. Porque eu nasci praticamente ali ao lado da ferrovia, ela faz parte da minha vida, da minha infância, da minha origem brinquei muito lá, não saía dali. Nessa época, a estação era muito movimentada. As pessoas vendiam de tudo lá, fruta, doce… e eu me recordo de uma balança, dessas antigas, que usavam para pesar o mantimento que chegava. Quando eu chegava lá, não dava sossego às pessoas, enquanto eu não subisse na balança e me pesasse.”
Margarete Turolla, familiar de ferroviário e moradora da cidade
“Vivi a maior parte da minha vida próximo à ferrovia. Na infância, nossa vida era regulada pelo passar dos trens: hora do almoço, a visita que chegava na estação, o trem noturno. Hoje a gente nem se assusta mais quando o trem apita, mesmo o barulho sendo alto. Mas quem não está acostumado, leva um susto. Na adolescência, nossa escola ficava bem em frente à estação e, na hora do recreio, todo mundo se pendurava no muro para ver os passageiros quando o trem parava, rolava até umas paqueras à distância.”
Arlene Padrão, escritora e moradora da cidade
RELATO
“Na estação, tinha uma sala grande onde você comprava passagem. E ao lado tinha o Expedito, já até faleceu, era o telegrafista. E tinha um monte de homem, mas não sei o que faziam. Até carta, como eu falei, chegava pelo trem. Tinha bastante funcionário. Tinha também uma escada, quem vinha de uma cidade mais longe, para trabalhar, tinha o dormitório em cima. A gente colocava o banco na calçada para ver a locomotiva, que eu chamava de Estrelinha (maria-fumaça), pois queimava a roupa até.”
Ângela Pezuto, contadora aposentada e moradora da cidade
RELATO
“Eu lembro que meu pai gostava muito de andar de trem. Eu sei que ele não ficava parado sentadinho dentro do vagão, ficava andando, lá e cá. Eu me lembro também dos restaurantes, dos garçons passando com as geleias, refrigerantes, biscoitos, frutas...maçã...”
Dulce Martins, familiar de ferroviário e moradora da cidade
RELATO
“No Pátio, tinha aquela primeira travessia ali que tocava um sino. E tinha uma pessoa que ficava lá de guarda. E só tinha aquela passarela ali, não tinha outra. Então, quando o trem fosse sair, ele batia o sino e baixava a cancela. Nenhum outro atravessava.”
Argeu Roque, trabalhador aposentado da Cooperativa da Mogiana
RELATO
“E ali naquele lugar tinha um sino — aquele sino era histórico, não podia ter desaparecido — à noite, o guarda-noturno o tocava de hora em hora, era um relógio. A gente tinha um fogo de bater aquele sino. Às vezes batia e saía correndo; os mais baixinhos não alcançavam, a gente erguia um para pegar a cordinha, outro ficava na rua olhando, para ver se estava livre, sempre tinha um funcionário circulando... era um som que ecoava longe.”
Luiz Carlos Sorencen Martucci, professor aposentado e morador da cidade
RELATO
“A minha relação com a ferrovia é de muito carinho. Uma coisa assim como se fosse uma parente minha. Porque eu nasci praticamente ali ao lado da ferrovia, ela faz parte da minha vida, da minha infância, da minha origem brinquei muito lá, não saía dali. Nessa época, a estação era muito movimentada. As pessoas vendiam de tudo lá, fruta, doce... e eu me recordo de uma balança, dessas antigas, que usavam para pesar o mantimento que chegava. Quando eu chegava lá, não dava sossego às pessoas, enquanto eu não subisse na balança e me pesasse.”
Margarete Turolla, familiar de ferroviário e moradora da cidade
Autoria desconhecida, primeira metade do século 1920. Arquivo do grupo “Viva Aguaí” (Facebook).
A sensação de ver o mundo correndo
“A sensação é sempre de ver o mundo correndo, sabe? Aguaí não era muito populosa nem as outras cidades onde morei. Viajávamos muito de trem, víamos passar as árvores floridas, o gado na beira da estrada. Havia colônias de moradores ao redor das estações, então quando o trem ia passando, víamos os quintais, as hortas, os jardins, as crianças brincando…”
– Arlene Padrão, escritora e moradora da cidade.
TREM DE PASSAGEIROS FEPASA. Autoria desconhecida, 1988. Arquivo do grupo “Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo” (Facebook).
“Tinha guaraná dentro do trem, eu era apaixonada por geleia de mocotó, aquela geleia de cor encardida… a gente nem chegava a viajar no vagão-restaurante porque era um negócio chique. Mas a gente olhava pelo vidro, o garçom passando com a bandeja, as pessoas no vagão-restaurante…tinha uma mesa no meio dos bancos…”
Arlene Padrão, escritora e moradora da cidade
“Tinha o trem noturno, não lembro exatamente a hora, 10 horas talvez, a vida também era regulada por ele. “O trem noturno já passou”, significava que já era tarde da noite, as pessoas se recolhiam cedo. Tinha o horário do nosso recreio, nove e meia, nessa hora passava um trem de passageiros. Tinha outro que subia, acho que duas da tarde, eu não me lembro bem. Passavam vários trens, de passageiros e de cargas, subiam e desciam.”
Arlene Padrão, escritora e moradora da cidade
“No trem, de um vagão você passava para o outro, era tipo uma sanfona. Quem viajava de primeira classe, o banco era todo estofadinho, até o restaurante era diferente, eram separados. A comida era o “PF”. Tinha um homem que passava cantando, “olha o lanche! Olha o lanche! Olha a geleia de mocotó!” Mas a comida era boa, viu?! E eu viajei muito. Todos os domingos eu ia pra Campinas de maria-fumaça, meu irmão estava no seminário lá. E quando eu fui para Araguari, tinha uns vagões com cama, leito. Mas eu não quis não. A poltrona era tão gostosa.”
Ângela Pezuto, contadora aposentada e moradora da cidade
“Tinha o restaurante no vagão, lembro-me muito bem que dava para sentar quatro pessoas. A mesa tinha uma base para colocar os copos e garrafas para não deslizar. Balançava, mas não caía. E a comida era feita logo ali ao lado, vinham e ofereciam… eu cheguei a me servir nesse restaurante. Era assim: batatas fritas, arroz, feijão, bife grelhado e salada. Muito gostoso.”
Luiz Carlos Sorencen Martucci, professor aposentado e morador da cidade.
“O trem é muito engraçado. O trem te fascina. Quando você viaja de trem, primeiro você não pode ter pressa. É uma viagem para você descontrair mesmo, apreciar a paisagem.”
Alberes Paixão, chefe de estação aposentado
“A primeira vez que andei de trem, fui passear nas férias com a minha tia. Eu não tirava o olho da janela. Eu ficava olhando as paisagens, achava a coisa linda. Eu nem dava confiança para a conversa.”
Luiz Carlos Sorencen Martucci, professor aposentado e morador da cidade
“Tinha um jornal que era vendido dentro do trem chamado “Última-Hora”. Então, eles gritavam assim: “Última-Hora”, aí as pessoas ficavam sem saber, porque eles só falavam “Última-Hora” e passavam. Dentro do trem tinha de tudo, bar, restaurante… serviam até uma pinga com o nome de bagaceira.”
Geremias Lourenço, conservador de linha aposentado
“Eu viajava muito de trem, gostava de viajar e de comer no restaurante. É uma lembrança muito boa, ficar na porta do vagão, tomar aquele vento, eu tinha o cabelo comprido, os ventos iam batendo, eu adorava fazer aquilo. A comida do trem era muito gostosa… a geleia de mocotó, eu não podia ver essa geleia que eu comprava. Era uma emoção tão grande, quando eu chegava na estação, daqui ou de Campinas, eu me sentia numa passarela. Era uma alegria que eu tinha dentro de mim, descer na estação, era aquela emoção. É uma coisa incrível.”
Margarete Turolla, parente de ferroviário e moradora da cidade
“Eu lembro também, acho que por mais de uma vez, o trem veio tão lotado, tão lotado… que a hora que chegou em Aguaí, o maquinista ainda não tinha chegado para furar o bilhete de todo mundo. Nossa senhora, não tinha como andar dentro do trem, de tanta gente que tinha!”
Margarete Turolla, parente de ferroviário e moradora da cidade
“O movimento era grande. Nessa época quase não tinha trem de carga. Quando chegava a hora do trem de passageiros era aquela movimentação. Era muito bom. Só se andava de trem, não tinha outra coisa. Tinha aqueles trens, com vagão de primeira, era só gente mais de classe que podia. Tinha vagão restaurante… e o vagão de segunda classe era daquele do banquinho duro de madeira.”
Maria Elizabete Mussato Santos, parente de ferroviário e moradora da cidade
O que passava nos trens da Mogiana
A criação e expansão da Companhia Mogiana está diretamente ligada àprodução de café no oeste paulista. Otrem foi, por muitas décadas, o principal meio de transporte de cargas e de passageiros no estado. Mas, além das culturas cafeeiras, outros tipos de mercadorias também foram importantes para a manutenção da ferrovia. Haviavárias plantações de cana–de–açúcar,algodão, grãos diversos, fumo e criações de gado na região. Tudo isso era levado aos grandes centros comerciais e ao Porto de Santospara venda,por meio da linha férrea. Além desse escoamento de mercadorias, o trem trouxe novidades para Cascavel:roupas e notíciasvinham da capital, entretenimento e produtos antes difíceis de encontrar chegavam cada vez mais rápido— a variedade era enorme, desde carroças até o presente da avó. O trem possibilitou ainda a vinda de novos trabalhadores e empreendedores, fazendo o povoado de Cascavelprosperar.
Quantidade de bilhetes emitidos em algumas estações da Mogiana. Relatório da Directoria da Companhia Mogyana para a Assembleia Geral de Accionistas no dia 03 de abril de 1887. Acervo Internet Archive
Dados sobre movimento de mercadorias no ramal de Caldas. Relatório da Directoria da Companhia Mogyana para a Assembleia Geral de Accionistas no dia 15 de abril de 1888. Acervo Internet Archive
Trem dos Bandeirantes
Com o trem de passageiros em atividade, as viagens para os mais diversos e distantes lugares se tornaram possíveis. Um marco para a cidade foi a inauguração do trem dos Bandeirantes, na década de 1960. Ele tinha o objetivo de ligar a cidade de Campinas a Brasília, com um longo percurso que durava cerca de 40 horas de viagem, sendo referência em trens de longa distância no Brasil. Suas operações foram interrompidas durante um tempo, voltando no ano de 1981 e funcionando até 1992. No início, eram feitas viagens regulares com uma média de cinco trens por semana, mas, nos anos finais o trem chegou a passar apenas uma vez por semana. Ele foi fruto de uma ideia ambiciosa para o que poderia se tornar o trem-bala, no entanto, problemas de investimento, crises econômicas no país e questões relacionadas às integrações entre as concessionárias (Mogiana/FEPASA e RFFSA) tornaram sua logística um problema. O trem dos Bandeirantes foi extinto em 1992, durante o governo Collor, por falta de demanda e alto valor das passagens.
ENCARTE PROMOCIONAL DO TREM BANDEIRANTES DA MOGIANA. Revista ferroviária, dezembro de 1970. Arquivo disponibilizado em Site Via Férrea Centro-Oeste.
COMPANHIA MOGIANA - TREM BANDEIRANTE. Assessoria de Imprensa da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, 1971. Acervo disponibilizado em Wikimedia Commons
A Revolta Constitucionalista
Também conhecida como Guerra Paulista, a Revolta Constitucionalista foi um conflito armado que eclodiu em São Paulo em julho de 1932 e se estendeu por alguns meses. O movimento representou a tentativa das oligarquias paulistas, insatisfeitas com o governo de Getúlio Vargas, de elaborar uma nova Constituição.
Os municípios da região, incluindo Águas da Prata e São João da Boa Vista, foram palcos de alguns dos diversos embates da revolta. O ainda distrito de Cascavel serviu como um ponto estratégico para as tropas paulistas, fazendo parte da Coluna Romão, da qual algunsmoradores organizaram a Retaguarda. Fizeram parte da Comissão de Alistamento e Abastecimento: Antônio Rodrigo Lagaspe, Henrique Castelo e Waldomiro Osório Valim. Cascavel serviu também como um ponto de apoio para os soldados em deslocamento. Moradores que viviam próximos à linha, principalmente mulheres que trabalhavam em casa, prestavam apoio na retaguarda, servindo alimento, tratando ferimentos e fazendo reparos nas fardas daqueles que por lá transitavam.
Um monumento importante para a cidade é o túmulo do “Soldado Desconhecido”, que se encontra no Cemitério da Saudade, em Aguaí (É possível encontrar monumentos que homenageiam os “soldados desconhecidos” em diferentes cidades do Brasil; isso é feito como um ato de tributo aos combatentes falecidos que não foram identificados).
O trem que passava por Cascavel carregou figuras importantes desse marco histórico, como a professora Maria Sguassábia, única mulher a atuar no front como soldado da revolta, sob o pseudônimo de “Mário Sguassábia”. Maria faleceu em 1973, e seu túmulo está no Cemitério de São João da Boa Vista.
CAPITÃO ROMÃO GOMES E SOLDADOS NA ESTAÇÃO DE CASCAVEL. Autoria desconhecida, 1932. Arquivo do grupo “Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo” (Facebook).
SOLDADOS NA ESTAÇÃO DE AGUAÍ DURANTE A REVOLTA CONSTITUCIONALISTA. Autoria desconhecida, 1932. Arquivo do grupo “Viva Aguaí” (Facebook).
MARIA SGUASSÁBIA DURANTE A REVOLTA CONSTITUCIONALISTA. Autoria desconhecida, 1932. Fotografia da WikiMedia Commons.
ANÚNCIO DO INÍCIO DA REVOLTA CONSTITUCIONALISTA. Jornal Diário Nacional, 10 de julho de 1932. Acervo da Biblioteca Nacional.
TREM BLINDADO DA COMPANHIA MOGIANA EM ITAPIRA. Autoria desconhecida, 1932. Acervo de Guardiões de 32, disponibilizado Wikimedia Commons